Criatividade não é dom. Saiba como exercitar a sua
Publicado em 08/08/2019
Categoria: Sua Vida |
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Criatividade não é dom. Saiba como exercitar a sua

Desde que o mundo é mundo, as pessoas veem a criatividade como um dom, ou seja, ser criativo nada mais é do que uma característica de nascimento, como a cor dos olhos ou dos cabelos. Mas sabia que não é bem assim?

“Ao contrário do que muitos pensam, não nascemos com o ‘dom’ da criatividade, ela é uma habilidade que pode ser adquirida e deve ser sempre exercitada, assim como exercitamos o corpo ao ir à academia”, comenta Mário Rosa, sócio da Echos, um laboratório de inovação em São Paulo.

Segundo o executivo, desenvolver a criatividade é possível por meio do Design Thinking. “Isso também dá margem para a inovação porque seu funcionamento prevê a desconstrução das barreiras da hierarquia e do pensamento exclusivamente cartesiano, oferecendo espaço para as ideias emergirem sem pré-julgamentos.”

O que é Design Thinking: trata-se de uma abordagem que leva indivíduos a pensarem em novas e/ou revolucionárias maneiras de resolver problemas, dos simples aos mais complexos. É, antes de tudo, um exercício de empatia, colocando as necessidades do ser humano no centro da discussão. Exige também colaboração e experimentação.

“Vivemos num mundo onde a educação formal valoriza o pensamento analítico, a racionalidade. Somos criados para analisar o que aconteceu no passado e para chegarmos a conclusões, ponto final. Pouco exploramos nossa intuição e habilidade de abstrair, criar novos caminhos e novas soluções”, diz Rosa.

Para ele, utilizar o Design Thinking é mais fácil do que se imagina e atividades simples podem ajudar uma pessoa a ser mais criativa. Por exemplo, sair da rotina. O sócio da Echos comenta que experiências fora do que se está acostumado ajudam a agregar valor. Seja um banho de mar à noite ou um passeio com pessoas que não façam parte do ciclo de convivência.

“Ser criativo é resolver problemas, seja ele uma geladeira vazia na hora do jantar ou a estratégia de um negócio de milhões de dólares. Para ambas acontecerem, é preciso superar o pensamento analítico e a racionalidade tão comum no modelo mental que aprendemos na escola e, consequentemente, aplicamos no mundo do trabalho”, conta.

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Outras atividades que desenvolvem a criatividade são jogos de estratégia, seja no videogame ou no tabuleiro, ver filmes e ler. De acordo com ele, livros técnicos, revistas e jornais aumentam o conhecimento em sua área, mas as leituras ficcionais estimulam a criatividade e fazem o leitor viajar.

Ainda no campo dos estímulos cerebrais, Rosa conta que escovar os dentes com uma mão diferente, perder o medo de errar e escrever todas as soluções possíveis para um problema, mesmo que não façam sentido, são ótimas formas de desenvolver a mente. “Criatividade é sair do senso comum e, para isso acontecer, precisamos sair da zona de conforto. Você também precisa ir fundo nas falhas para que possa melhorar”, explica.

Por fim, o especialista comenta a importância de outras pessoas no processo criativo. Segundo ele, estar em uma equipe diversa e pensar no sucesso do time também são ótimos estímulos. “Ao montar uma nova equipe de projeto, seja qual for, sempre priorize pela diversidade de ideias e repertórios pessoais. Procure por pessoas completamente diferentes que possuem potenciais”, conclui o sócio da Echos.

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