Quando o seu repensar sai da teoria e faz você mudar de vida
Publicado em 22/01/2019
Categoria: Sua Vida |
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mudar de vida

É bem verdade que o repensar é sempre muito discutido na filosofia. Mas isso não quer dizer que isso deva ser feito apenas por filósofos e intelectuais. No entanto, é necessário que a gente entenda tudo o que os grandes pensadores já debateram sobre o ato de pensar antes de nós. Afinal, homens e mulheres se diferenciam dos outros animais justamente pela habilidade de refletir e de mudar de vida. Descartes (1596-1650) dizia que “A essência do homem é pensar”. E completava: “sou uma coisa que pensa, isto é, que duvida, que afirma, que ignora, que ama, que odeia, que quer e não quer, que também imagina e que sente”.

O pensar promove mudanças. E repensar não quer dizer que você estava errado ou algo do tipo. Repensar é uma maneira de transformar. De se permitir novos olhares a respeito de coisas banais ou de grande importância. Repensar envolve coragem, bagagem e atitude. “Não existe produção de conhecimento sem que você repense antes. O conhecimento nasce da crítica, da troca, do repensar o já estabelecido. Repensar é verbo fundamental nesse caso”, reforça o historiador Marcus Vinícius de Morais.

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Mas não se engane achando que o repensar está fadado apenas às grandes mudanças da história ou reservado para os figurões do mundo. Há outro aspecto mais, digamos, pessoal desta ação que tem uma importância inimaginável. Todos nós deveríamos parar para repensar hábitos e opiniões com frequência. Se avaliarmos a rapidez com que as coisas podem mudar, a reflexão sobre nós se torna quase que vital.

E o repensar não diz respeito apenas às grandes questões existenciais da vida. Devo permanecer em um trabalho que me adoece? Será que não é hora de rever meus hábitos alimentares? Como estou educando meus filhos? Tenho separado tempo suficiente para mim? Será que consigo otimizar as minhas finanças e equilibrar gastos? Que rastros tenho deixado no meio ambiente? São algumas das perguntas que todos deveríamos fazer a nós mesmos com certa frequência.

Veja como o ator Eduardo Martini resolveu mudar de vida

Eduardo Martini, ator e diretor, foi por muitos anos figura fácil em produções da TV Globo. Tinha o que muitos pensam ser o ápice da carreira artística: estava há muito tempo na TV, tinha personagens cativos nos programas de Chico Anysio, fazia novelas, enfim… a TV havia sido conquistada. Aos 40 anos e com uma carreira promissora, arriscou-se no teatro com o monólogo “Na medida do possível”. Foi amor à primeira vista. O teatro arrebatou o coração de Martini, que se viu diante de uma escolha bastante difícil: continuar a fazer o que lhe proporcionava segurança e estabilidade ou se arriscar em outras searas?

“Pra mim foi um momento decisivo, pois eu sempre fui muito mão na massa e não tinha noção que o teatro poderia me proporcionar isso até testá-lo”, revela. Criticado por muitos que duvidavam e questionavam a sua decisão, o ator decidiu apostar na mudança de rumo de sua carreira. “Havia o receio por causa do cenário teatral no Brasil. Eu sabia que o que eu havia conquistado na TV já era muita coisa e deixar isso pelo teatro realmente foi um risco. Mas estava consciente e fiz isso por mim, sem arrependimentos apesar de toda a dificuldade”.

Hoje, estabelecido no teatro, ele reflete sobre a importância desse momento em sua vida. “Foi um repensar, apesar de eu nunca ter pensado muito nisso. Foi necessário e muito benéfico para mim. De tempos em tempos eu avalio a minha vida, pois a mudança é algo a que estou sempre disposto”, finaliza.

A psicóloga Heloísa Capelas, autora do livro “O Mapa da Felicidade”, reforça que repensar a vida é algo muito útil como necessário e faz uma comparação: “Água parada apodrece, causa doença e morte. Imagine uma vida sem o repensar? Sem a possibilidade de olhar sob outro ponto de vista? Sem viabilidade de mudança ou sem um jeito diferente de viver e fazer as coisas”. Se algo deu errado, a dica, segundo a especialista é voltar algumas casas, repensar, replanejar e começar novamente.” Qualquer movimento de mudança gera satisfação ou frustração”.

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