Repensar é evoluir: o que você faz hoje pode ser ainda melhor
Publicado em 19/02/2019
Categoria: Sua Vida |
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Repensar é evoluir e ser ainda melhor

Já parou para refletir que tudo o que fazemos hoje vem de algo já pensado e feito por alguém? “Repensar” é natural e faz bem para nós, para os negócios, para as relações e para o planeta de modo geral. É cada dia mais urgente a necessidade de inserirmos esse grande ato em nosso cotidiano para manter a nossa vida em movimento e evoluir, mas, mais ainda, para que aquilo que é considerado ideal hoje torne-se ainda melhor amanhã. Não pare!

Todo e qualquer período histórico é fruto de pensamento, de reflexão. De pensar e repensar. A história é repleta de exemplos disso. Nos últimos anos, o termo “repensar” ganhou muito destaque em matérias, discussões familiares, bate-papos em mesas de bar etc. Não é difícil ouvir as pessoas falando sobre isso em qualquer conversa informal no ônibus ou entre grupos de amigos. Mas por que exatamente começamos a dar tanta importância ao ato de repensar?

Ora, será que finalmente nos demos conta de que os recursos são escassos, o tempo é finito e a vida não é apenas trabalho? A resposta é “sim”! Chegamos a um ponto em que a consciência acerca da atuação do ser humano em diversas esferas tem sido questionada constantemente. Legados, pegadas, aprendizados… o que temos deixado e extraído do mundo em que vivemos é, e deve ser por muito tempo, pauta de debates.

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Vasculhando o passado, vamos ver que fatos marcantes e famosos tiveram como base um repensar das coisas. O Renascimento, nos séculos XV e XVI, promoveu uma releitura, um repensar de tradições anteriores. Isso inaugurou uma era completamente nova na sociedade europeia, com fortes transformações culturais, sociais e econômicas.

“Neste período, quando há o resgate de tradições clássicas, quando os olhares se voltam para Roma e Grécia antigas, quando há o repensar da sociedade da época, há o direcionamento para algo completamente novo”, reforça o historiador Marcus Vinícius de Morais. “Há até uma expressão renascentista que diz que somos anões em ombros de gigantes, ou seja, estamos refletindo sobre algo que já foi pensado por outras pessoas, atrás de nós há um histórico lógico de pensamentos já estabelecidos por filósofos e pensadores, perto deles somos anões com a diferença de que pegamos o histórico deles, analisamos e olhamos para frente”, reforça. Essa é justamente a raiz do repensar.

Entendendo e aprendendo com o passado

Mais adiante, no século XVIII, temos o Iluminismo – que resgata não apenas o Renascentismo, mas também a tradição clássica. Ou seja, há análise de padrões já estabelecidos com a adição de novos olhares. O movimento foi tão representativo que Immanuel Kant (1724 – 1804) disse que “O Iluminismo foi a ousadia de pensar”. “O próprio pensamento racional passa a ser posto em cheque uma vez que há um esforço no Iluminismo para que ele não se torne um dogma, ou seja, o racional não pode ser tido como verdade absoluta”, completa Morais.

É verdade que para repensarmos algo é preciso, primeiramente, entendermos a lógica do pensamento. De acordo com Morais, dentro de um pensamento existem camadas muito profundas de pensamentos anteriores. Nada vem do zero. Por isso o ato de pensar diversas vezes e sob prismas diferentes sobre a mesma questão é tão importante para evoluir.

Pensamento e pensar são uma forma de processo mental que permite aos seres humanos modelar sua percepção do mundo. Essa mecânica envolve palavras, conceitos, cognição, imaginação e ideias.

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