Retenção de talentos: desafio para o gestor mesmo em tempos de alto nível de desemprego
Publicado em 16/07/2019
Categoria: Sua Empresa |
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Retenção de talentos continua sendo um desafio para gestores mesmo em tempos de alto nível de desemprego. Como manter seus colaboradores satisfeitos?

Segundo números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), tivemos 13,4 milhões de brasileiros procurando emprego no primeiro trimestre de 2019. Com 12,7% da população economicamente ativa desempregada, fica difícil acreditar que as empresas precisem se preocupar com demissões voluntárias. Afinal, alguns podem se perguntar, quem vai querer fazer parte dessa triste estatística, né?

A realidade, entretanto, é que alguns profissionais ainda são muito requisitados e mantê-los continua sendo um desafio para gestores e empresas. Mas, o que fazer para não for surpreendido por um desligamento repentino ou perceber a movimentação do colaborador e se sentir pressionado a entrar em um “leilão” por ele?

Para Renato Trindade, senior manager da Page Personnel, conceituada empresa de recrutamento, o ideal é que o gestor acompanhe sua equipe de perto para agir antes do empregado pedir as contas. “Reverter uma demissão é complexo. Vale o gestor atuar próximo ao profissional durante seus primeiros meses para mitigar riscos de demissão. Muitas vezes, quando o profissional tomou a decisão, ele já não está mais comprometido com a corporação e pode ser um cenário sem volta”, comenta.

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Segundo ele, é preciso acompanhar o desenvolvimento do funcionário, desenhar planos claros de evolução e conferir os resultados. “Feedbacks construtivos e treinamentos ajudam o colaborador a conquistar seu espaço nos primeiros meses de trabalho e aumentam a chance de retê-lo a longo prazo”, diz Trindade.

VR + VT e + o quê?

Segundo o executivo da Page Personnel, clássicos benefícios como vale-transporte, vale–refeição e convênio médico, sozinhos, já não são suficientes para segurar na empresa um profissional que tem noção de seu próprio talento. “Hoje, benefícios como bolsa de estudo e pacotes para atividades físicas são pontos de atração e retenção de pessoas”, explica.  

Além do programa de benefícios, Renato Trindade comenta que as empresas precisam focar em alguns pontos cruciais, como o clima organizacional e a comunicação. “Um clima harmônico e pacífico auxilia os profissionais a alcançarem melhores resultados. E manter uma boa comunicação é a base para reter perfis. Empresas que atuam de forma transparente e comunicam suas ações, objetivos e mudanças tendem a segurar mais seus talentos”, comenta ele.

Autonomia e flexibilidade também são pontos cruciais. Trabalhar de casa e fazer horários alternativos podem impedir demissões precoces; isso tudo está diretamente ligado à qualidade de vida do profissional. “Empresas que confiam em seus colaboradores dão autonomia para trabalhar e atuam com flexibilidade em relação a horários home office, por exemplo, e tendem a ter talentos fiéis e defensores da empresa”, finaliza.

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