Sabia que o RH avalia o gerenciamento de tempo dos candidatos na entrevista de emprego?
Publicado em 26/01/2019
Categoria: Sua Empresa |
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RH avalia gestão de tempo dos candidatos na entrevista de emprego

Saber gerenciar melhor o tempo e os projetos são qualificações quem têm se destacado no mercado. A diretora-geral de Executive Search da STATO, Renata Filippi, conta que, durante a entrevista, investiga como os candidatos gerenciam o seu tempo, quais atividades fazem parte da sua rotina, como é o dia a dia com a família, como o tempo é administrado dentro do trabalho, entre outras informações.

“Cada vez mais as próprias empresas querem proporcionar aos profissionais o chamado “work life balance”. As companhias não querem mais ser rotuladas por só cobrarem metas e resultados. Proporcionar esse equilíbrio entre a vida pessoal e profissional tem sido uma tendência no mundo corporativo. As organizações veem com bons olhos os profissionais que cuidam da saúde, que fazem esporte, que têm um hobby”, revela Renata.

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Conversamos com a professora de gestão de pessoas da IBE Conveniada FGV, Rita Ritz, especialista em desenvolvimento organizacional – que dá aulas no curso preparatório para CEOs –, para que ela pudesse nos dizer como podemos ter tanto tempo como os presidentes de grandes empresas parecem ter. Enquanto para a maioria de profissionais a vida pessoal deixa de existir em detrimento do cumprimento dos compromissos profissionais, os CEOs fazem reuniões, viagens, respondem e-mails e ainda conseguem praticar exercícios físicos; têm momentos de lazer com a família, fazem networking. Como é possível?

Para começar a explicar, a especialista responde o que é o tempo. De acordo com ela, é preciso entender as características do tempo para saber como gerenciá-lo. O tempo é democrático, ou seja, é o mesmo para todo mundo; é limitado, não temos todo o tempo do mundo; é intrasferível, quem tem mais tempo livre não pode dar para quem está precisando de mais algumas horas por dia. “Tempo é um recurso. Eu sempre falo que tempo é mais importante do que dinheiro. Não dá para pegar o tempo que não usei ontem e usá-lo hoje”, comenta.

Depois de entender o que é o tempo, os profissionais conseguem valorá-lo, dando a ele a importância que merece. Cumprida esta etapa, já é possível passar para o próximo nível: organização. Se você se considera uma pessoa organizada, sempre dá pra melhorar. Se não é, essa é a oportunidade para começar a prestar atenção e adotar um comportamento mais adequado para se tornar mais produtivo. Vale neste momento fazer duas perguntas a você mesmo: estou organizado? Tenho clareza do que é importante? Dos objetivos, estratégias e metas da empresa?

Para começar, um dos principais problemas das agendas atoladas é a procrastinação. Deixar de fazer que é importante hoje coloca a atividade como prioridade no dia seguinte, que por sua vez já deve ter outra prioridade. Isso significa acúmulo de urgências. Segundo Rita Ritz, o caso é sério, considerando que o tempo empreendido na resolução de urgências não pode ultrapassar 30%. O ideal, segundo ela, é usar 60% a 70% do seu tempo para resolver coisas importantes e não urgentes.

Não parando por aí, há como melhorar o aproveitamento de reuniões, comum na agenda dos profissionais; e melhorar hábitos na vida no trabalho e nos momentos de folga também. Clicando nos links a seguir, você confere mais sobre esses temas.

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