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Mulheres recebem o mesmo tratamento que os homens no mercado de trabalho?

Publicado em 30/04/2019
Mulheres recebem o mesmo tratamento que os homens no mercado de trabalho?

Cresceu 3,2% a participação das mulheres no mercado de trabalho formal de 2007 para 2016, segundo dados do extinto Ministério do Trabalho – hoje Sub-Secretaria de Inspeção do Trabalho. O órgão se valeu de pesquisas do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) para constatar que a representatividade feminina passou de 40,8% para 44% no referido período de nove anos.

Apesar disso, caiu de 39,5% para 37,8% a participação das mulheres em cargos gerenciais entre 2012 e 2016, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Por que, apesar de crescer a representatividade delas de maneira geral, observamos a queda de sua atuação em posições de liderança?

Para Leyla Nascimento, primeira mulher a presidir a World Federation of People Management Associations (WFPMA), “os valores nas empresas ainda são masculinos. Contudo, os espaços que estamos conquistando com muito trabalho são inegáveis. Daqui para frente, o equilíbrio é inevitável. Não apenas porque estamos cada dia mais atentas ao nosso valor como profissionais no ambiente corporativo, mas, também, porque não é mais aceitável a diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho”, afirma.

Leia também:

>Escolhas que fazem a diferença: conselhos de uma jovem que, aos 22 anos, é gestora no GPA >Pesquisa do grupo Mulheres do Varejo mostra que maternidade ainda é tabu no mundo corporativo

Mulheres recebem um “cuidado” diferente

A executiva da Federação Mundial de RH, que foi a primeira mulher presidente em outras associações, exemplifica como ocorre essa diferenciação nos ambientes corporativos. “Já me peguei em diversas situações em que meus pares se sentiam na obrigação de me tratar diferente ou ter certos cuidados comigo por ser mulher. O fato de ser mulher me parece que vinha antes de eu ser executiva ou par de alguém na empresa”, diz.

Esse tratamento, segundo ela, não existia entre os homens. “Eles são analistas, coordenadores, gerentes, diretores e ponto. Nós somos mulheres analistas, mulheres coordenadoras, mulheres gerentes... o fator mulher vem antes do cargo, como se não executássemos exatamente a mesma função e com a mesma excelência”, destaca.

Para Leyla, as mulheres precisam ser sempre mais e se provarem mais. Além de ressaltar que isso é exaustivo e de dizer que não tem nada a ver com capacidade, ela deixa uma pergunta: “Se as funções são as mesmas, por que há disparidade no tratamento e no reconhecimento?”.

Certamente, referências femininas como a própria Leyla são importantíssimas para tornar as empresas mais igualitárias, fazendo cair por terra a necessidade de questionamentos assim.

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